quinta-feira, 2 de outubro de 2014

SAUDADES DE SER JOVEM, DE SER INVENCÍVEL

Uma vez que estamos numa crónica de Supa Pai hoje falo das crianças a maior fonte de inspiração, energia e alegria que conheço..

 

Os meus filhos começaram este ano o Rugby, e ao olhar para eles a treinar, mais vez foram fonte de inspiração. Neste caso posso dizer que a transpiração foi inspiração....

 

Sempre gostei desta modalidade, mas nunca a pratiquei, apesar dos apelos de um tio meu, que sempre me disse que tinha a energia e porte atlético para tal. No entanto foi pelo andebol (desporto que o meu pai tão bem jogou) que me apaixonei durante mais de 20 anos.

 

Ao assistir aos treinos dos meus filhos, deu-me saudades de treinar, de ter esta energia quase inesgotável, de sentir até que era invencível. Eu sentia isso, e ainda hoje acho que dos 10 aos 25-30 anos era invencível! Nada me metia medo, me fazia parar..

 

A liberdade da adolescência, as primeiras saídas à noite, as férias, os amores de verão, os primeiros beijos, a primeira vez de tanta coisa, de SER JOVEM! Tenho saudades de ser jovem. Quem não tem?

 

E estas saudades terão tendência para aumentar, uma vez que a cada ano que passa quero sempre continuar a fazer o que sempre fiz! Desporto, subir escadas de dois em dois degraus, atirar os filhos ao ar (.....bem isto se calhar um dia terá mesmo de acabar...), transportar o maior número de sacos de compras do carro  para reduzir o número de viagens, etc....

 

Irei agora assistir, ainda que de longe à primeira de muitas coisas que irão acontecer aos meus filhos. E tenho sorte! Pois tenho 2 rapazes e 1 rapariga, o que me dará visão dos dois lados da barricada.

 

Mas o que mais me intriga será ver como irá crescer a mulher (esse ser absolutamente enigmático e incrível) mais nova cá de casa... Apesar de eu ter uma irmã, temos apenas 4 anos de diferença pelo que a determinada altura do nosso crescimento ou eu era demasiado parvo para ela ou ela era demasiado criança para mim. O habitual no relacionamento entre rapazes e raparigas.

 

Não pensem que ao dizer isto que me sinto velho, pelo contrário, ainda existe em mim algo de invencível. Mas aquela energia que habita diariamente a minha casa, fascina-me, faz-me sentir mais cansado é certo, mas inspirado!


Lisboa, 2 de Outubro de 2014

quarta-feira, 24 de setembro de 2014

AMIGOS/AMIGAS

Essa entidade que é quase família, por vezes é mesmo família.

 

São irmãos/irmãs que nunca tivemos, são nossos confidentes, em quem nos confiam os seus segredos, ansiedades, medos...Estão sempre lá!!

 

E quem tem amigos assim é um sortudo! Num mundo em que cada vez mais “falamos” por chat, por sms, pelas redes sociais, torna-se mais raro ter  grandes amigos! Aqueles que nunca falham, que estão sempre por perto!

 

Ainda há pouco tempo estava a sair do Aquashow no Algarve e reparei em 3 rapazes “agarrados” aos seus telemóveis...Por piada perguntei “vocês são amigos?” e a resposta foi “Sim”... Seria o cúmulo estarem os 3 a comentar o mesmo post no facebook....o que não me parece que hoje em dia não é descabido de todo.

 

Cresci e brinquei muito na rua, onde as amizades são mais fáceis de acontecer, futebol de rua, escondidas, bate pé (quem sabe o que é o bate pé sabe o que estou a falar....quem não sabe pergunte ao pai ou mãe), jogo do lenço, jogo do segredo, entre outros.

 

Meu Deus já tenho saudades!! Vivíamos felizes sem todos os gadgets que existe hoje em dia, sem televisão a cores, apenas com 2 canais, em que a RTP 2 só começava à tarde com um programa chamado “Follow Me” - https://www.youtube.com/watch?v=PGiNjI1j2P4 - e que era nem mais nem menos que um curso de inglês...Talvez venha daí a minha facilidade em aprender inglês e nunca ter estudado para um teste de inglês durante os 6 anos que tive essa disciplina na escola.

 

Com isto tudo não quero dizer que irei privar os meus filhos de se divertir com uma playstation ou afins...Desejo é que eles possam ter o melhor de cada mundo! Só assim poderão ter uma infância tão ou mais feliz como eu tive o privilégio de viver.

 

As meninas necessitam de ter as suas amigas. Elas são parte fundamental do seu crescimento emocional que os rapazes não conseguem dar em fase mais precoce do crescimento. Porque são parvos, chatos, só pensam em futebol e carros. Hoje em dia talvez o futebol se mantenha e os carros sejam substituídos por Invizimals, Skylanders, etc...

 

Vou adorar assistir ao crescimento da minha princesa com as suas amigas, segredando no quarto, mais tarde indo às compras com a mala no braço, talvez ouvindo piropos (se os rapazes não estiverem agarrados a um post facebookiano), chamando-lhes de parvos mas com o ego em “alta”.

 

Quantos amigos de infância irão os nossos filhos ter até à idade adulta? Se os pais não alimentarem essas amizades, irá perder-se em fim de semana que “como choveu tivemos de ficar em casa (com os gadgets)”.

 

Este domingo que passou estava no INATEL e encontrei um grande amigo de infância, o José Maria Vieira Mendes, grande escritor de peças de teatro com um futuro enorme pela frente – se quiserem ver as suas peças, podem sair de casa, mesmo num dia de chuva e ir ao teatro Praga (www.teatropraga.com) ou qualquer outro teatro ou actividade...

 

Quero dizer com isto que sem uma infância feliz e intensa, provavelmente não iria reconhecer o Zé Maria ou qualquer outro amigo/a de infância. E olhem que eu sei o nome de todos os meus colegas de primária, sem excepção.... O porquê fica para outra crónica.

 

Não quero de todo dizer que só há amizades desde esse tempo.....A amizade é algo que se constrói com anos e anos de presença...Tenho a sorte e o privilégio de ter grandes amigos, minha família, os confidentes, que estão sempre lá!

 

Ontem o meu cunhado fez anos e todos (reforço o “todos”) os seus amigos de juventude estavam lá para brindar!

 

Por isso, e como a minha vida pessoal (mulher enóloga) e profissional (FitaPreta Vinhos e Maçanita Vinhos) envolve esse néctar, volto a erguer o copo e desta vez brindo à verdadeira amizade!

 

Amigos! Amigas! Este brinde é para vocês!!! Adoro-vos!!


Lisboa, 24 de Setembro de 2014

 

quarta-feira, 17 de setembro de 2014

DESCULPA

É das palavras mais fáceis de dizer! Porque pode remediar o que fizemos de errado. Porque crescemos a ouvir “Pede desculpa ao teu irmão!” ou “Estou à espera do teu pedido de desculpas!”

 

Ou seja, ainda antes de perceber o que é pedir desculpa já somos “obrigados” a fazê-lo...

 

Os meus filhos ainda não entenderam totalmente o verdadeiro significado de tão forte palavra. Por isso ainda ouço, quando se magoam um ao outro, um “des-------lpa” balbuciado entre os dentes e com ar de zangado.

 

Como fazer com que eles entendam?

 

O tempo e o crescimento emocional ajuda, mas creio ser importante lhes dar os “inputs” constantemente! Senão será mais difícil no futuro e em adulto o “desculpa” torna-se banal....

 

Por vezes, quando fazemos “besteira da grossa” como dizem os nossos irmãos brasileiros, temos tendência para pedir de imediato desculpa. Só que o que acontecia quando éramos pequenos já não funciona assim tão facilmente...

 

Passo a explicar: Em pequenos, um “desculpa” em conjunto com um abraço ou um beijo servia para resolver o problema.

 

Quando crescemos essa palavra, em alguns casos, já não é suficiente, temos de fazer mais, ser mais crescidos, aceitar o erro e tentar que não volte a acontecer...Ainda estamos a crescer! Como homem, como mulher, como ser humano. Quem diz que já não tem idade para aprender, dificilmente poderá remediar os erros e os seus “desculpa” de nada servem.

 

É importante fazer algo mais! Conquistar novamente a confiança e o respeito de quem se traiu. E isso por vezes é duro, muito duro! 

 

A minha mulher uma vez disse-me “ainda está para nascer a mulher que não gostará de ser reconquistada”. E eu acredito nela!

 

Acredito que além de gostarem de ser reconquistadas, gostam de ser conquistadas! E nós também! Todos os dias! Porque a vida a dois não se resume a um “SIM” no dia do casamento. É no dia-a-dia que uma relação se baseia e o somatório desses dias traz-nos a FELICIDADE!!

 

As mulheres têm essa sensibilidade de aceitar uma reconquista, de aceitar o “desculpa”, de seguir em frente, não esquecendo obviamente o que aconteceu. Mas a sua capacidade de voltar a amar é, quase, infinita.

 

Noutros tempos, e sei de histórias da minha avó e bisavó, reais, o marido traia a mulher.. A mulher, na maioria das vezes perdoava as “escapadelas” e a vida corria normalmente. E a minha avó e bisavó, perdoando, foram felizes até ao fim das suas vidas!!

 

Hoje não será propriamente assim mas acredito que no amor tudo é possível! 

 

Perdoar, amar, conquistar, reconquistar e até pedir desculpa!!!


Lisboa, 17 de Setembro de 2014

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

(RE)COMEÇAR

Durante a nossa vida, durante um simples ano da nossa vida há vários (re)começos.

 

Definição de recomeçar – reiniciar

 

Reiniciar, ou iniciar, como acharem melhor. E temos vários exemplos ao longo do ano, ao longo da vida...

 

Senão vejamos...

 

No aniversário sentimos que algo novo vai acontecer! É vulgar dizer “venham mais x anos!” ou “que para o ano estejamos cá todos de novo!”, porque queremos ser eternos, porque queremos viver e reviver a vida! Formulamos desejos, sonhos.

 

No ano novo, sentimos que algo novo pode acontecer, queremos aprender com os erros e sermos melhores no ano seguinte...”Felicidades”, “Bom Ano”, “Próspero Ano Novo” dizemos com frequência. Nesse dia sentimos que vamos verdadeiramente (re)começar! 

 

Nesse dia as moedas acabaram! Temos de inserir mais! Ou então “Game Over. Insert Coins” como dizem as máquinas dos salões de jogos. 

Fazendo um parênteses aqui....

Será que ainda existem esses salões? Confesso que tenho saudades desses tempos em que, com um grande amigo meu, e com 50 escudos, começávamos (aqui não recomeçávamos) e terminávamos o jogo sem ter de ler essa frase fatídica de “Game Over”.

 

O casamento é verdadeiramente um COMEÇO. Para outros um recomeço (2º, 3º casamento e por aí fora). Escrevo assim com “C” maiúsculo. Como referi noutra crónica, o casamento é um COMEÇO, mas é ao mesmo tempo uma das maiores provas de vida que temos pela frente. 

 

É maravilhoso mas exigente, é alegria e tristeza, é angústia e orgulho, é tanta coisa! É ter filhos! Educá-los, dar-lhes as “chaves” certas para a vida, ou que pelo menos achamos que são as chaves certas!

 

E chego ao ponto que me deu as luzes para esta começar a escrever esta crónica....

 

O PRIMEIRO DIA DE AULAS!

 

O (re)começar de um longo caminho que temos pela frente, com tudo aquilo que a vida nos pode dar.. Alegria, felicidade, angustia, frustração, tanta coisa....

 

Ainda hoje o meu filho do meio, ou como lhe chamava antes da filhota nascer “o irmão mais novo do meu filho mais velho” chorou quando o fui deixar na escola, colou-se a mim como uma lapa. 

Confesso que não sou pai de ficar ali até lhe passar a birra. Despeço-me calmamente com um beijo e um “até logo”.

Ao final do dia perguntei-lhe: “porque choraste quando me vim embora da escola?” ao que ele respondeu “porque queria que o pai ficasse!! Porque ia ter saudades do pai!”.

 

Respondi-lhe: “Eu gostaria muito de ter ficado, mas não posso!”, e acrescentei “imagina agora que quem não queria sair da escola era o pai, e que vocês iam começar as actividade e o pai não queria sair. Chorava e berrava que não queria sair! O que me dizias?

Oh! Dizia que o pai tinha que ir trabalhar!!

 

Acho que entendeu a “chave” e não terei de fazer esse espetáculo na escola.

 

Próximo dia 15 de Setembro, oficialmente (re)iniciam mais um ciclo da vida! É o primeiro dia de aulas! 

 

Malas prontas, material escolar lá dentro e boa sorte!!!!

 

Escrevi esta crónica no auditório do agrupamento escolar dos meus filhos, enquanto esperava pela apresentação do ano lectivo de 2014/2015. A escola é sempre uma excelente inspiração.


Lisboa, 14 de Setembro de 2014

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

SAPATOS, SAPATOS E MAIS SAPATOS

Estive desinspirado a semana toda (se é que existe inspiração de todo) até hoje...

A minha filhota tem uma otite e tive de ficar com ela em casa... Ao inicio nada tem a ver com o título mas rapidamente irão perceber a ligação...

 

O que acho impressionante e fascinante numa menina – tenho 2 rapazes mais velhos, por isso toda esta feminilidade em casa é impressionante e fascinante – é que desde pequena que gosta de levar a mala dela pendurada no braço, mais precisamente na parte interior do braço, entre o braço e o antebraço, já começou a querer colocar alguns objectos dentro da tal mala e levar à rua....

 

Adora passear na rua com um mini-carrinho de bebé e com a “Maria” (cá em casa foi o nome que ela deu ao Nenuco). Hoje cozinhou e deu a “papa” à Maria, vestiu-lhe o pijama, perguntou pela chupeta dela e ainda quis dar-lhe um pouco de leite antes de se deitar.....Para quem, ainda, não tem filhas meninas, devem desejar ter uma!!! É maravilhoso!!

 

A sensibilidade e visão do mundo que a rodeia é completamente diferente dos rapazes, apesar de ela, por uma osmose de irmandade, querer imitar o que os rapazes fazem, i.e trepar tudo! Saltar seja de onde for, chutar à bola....

 

Mas são diferentes! Tão diferentes! Um verdadeiro encanto!!

 

E hoje, em casa, por diversas vezes quis calçar-me, queria que a calçasse. Dizia-lhe que “filhota o pai não quer calçar-se! Quando formos à rua pode ser!” Mas não desistiu até me calçar os chinelos (menos mau) e calçar os seus sapatinhos azuis....

 

E foi essa a “inspiração” que me faltava para a minha crónica de hoje! Os sapatos!

Ou melhor ainda os “papos” como ela lhe chama e me pede para calçar todos os dias.

 

Coincidência ou não assisti a uma reportagem na televisão sobre uma tal Feira Internacional do Calçado em Milão que este ano teve uma comitiva recorde de 86 produtores e em que referia que o sector em Portugal está em crescimento! Há inclusivamente alguns quadros com falta de formação.

 

São bons sinais para a economia portuguesa mas é acima de tudo uma excelente noticia para a mulher! Amante de “papos” ou sapatos como quiserem.  Não há mulher que não pare numa montra de uma sapataria, e se apaixone por uns sapatos, altos, rasos, sandálias, botas de cano alto, baixo, para todos os gostos!! Um armário de mulher em casa é com certeza um armário feliz!!

 

Os homens agradecem tão grande panóplia mas não tanto o tempo que demoram a escolher...

 

E foi assim que, como pai a tempo inteiro, inspirei-me numa menina linda para uma crónica que achava que não teria tema....

 

Obrigado filhota!!!


Lisboa, 3 de Setembro de 2014

quarta-feira, 27 de agosto de 2014

A SOGRA

Sogra! Chamamos em Portugal!

Mother-in-law (Mãe em lei)! É assim que chamam os ingleses e alemães

Belle-Mère (Bela Mãe)! Chamam os franceses!

 

Sogra...

É um nome feio e infelizmente muitas vezes associado a algo negativo, tal são as anedotas, músicas.

 

Lingua-da-sogra....

Achava que era mais uma palavra negativa sobre a sogra..

Pesquisei algo sobre esse bolo enrolado que adoro comer. 

O que encontrei foi o seguinte:

substantivo feminino

1. Folha delgada de pasta feita com farinha, açúcar e canela, tostada e enrolada em forma de canudo.

2. Barquilho.

Ou seja, nada negativo! Se calhar na gíria popular tem algum significado negativo.

E não tem de ser! E não é!!

 

Eu não me posso queixar! Tenho a sorte de ter 2 Belle-Mère! Sim leram bem! 2! A mãe da minha mulher, quem chamo de Mãe Joana e a madrasta (outro nome simplesmente horroroso!!) que também são avós dos meus filhos. Sim os meus filhos têm 3 avós!

 

Sei que não é fácil quando iniciamos uma família, e a Belle-Mère faz parte, tal como fazem parte os outros membros da outra família, sogro, irmãos, tios, primos e amigos chegados da família.

 

Faz tudo parte de um processo de adaptação, que não é fácil mas que se todos ajudarmos, seremos uma família mais feliz!

Há coisa pior que família que não se fala?

 

Se não tivermos capacidade de encaixe para uma mudança tão brusca na vida, 

 

Passei por esse processo. De inicio é tudo fácil, mal nos conhecemos e o encanto inicial perdura algum tempo. E depois surgem as primeiras dificuldades em aceitar as opiniões, à presença o que é perfeitamente normal! O ser humano é orgulhoso por natureza e “dar o braço a torcer” não é fácil.

 

No meu caso, fui mais eu que tive dificuldade em adaptar-me ao aumento da família. E note-se que quase “caí de paraquedas” numa família fantástica. Mas aos poucos fui conhecendo-os e hoje creio que todos me adoram! E eu adoro-os a todos! Sem excepção!

Esse período de adaptação passou e hoje posso afirmar que tenho uma família linda! A minha de sangue e com quem casei!

 

E digo sem medo que casei com uma família fabulosa!! Até fazem vinhos que é uma das minhas grandes paixões! Se ficaram curiosos podem visitar os nossos sites:

www.macanita.com

www.fitapreta.com

www.sexywines.pt

Provem e não se vão arrepender!

 

Os franceses é que estão certos! São Belas Mães!

 

E com um copo de um bom vinho faço um brinde à minha Linda Mãe, às minhas  Belles Mères e a todas as Mães e Belles Mères!!


Lisboa, 27 de Agosto de 2014

segunda-feira, 25 de agosto de 2014

A DEPILAÇÃO

Tinha de abordar este tema mais cedo ou mais tarde…

Era inevitável!

Por ser um tema de mulheres…

Por ser um homem a falar sobre esse tema…

Por ser, ainda para alguns homens, um tema tabu…

 

Abordo-o sem receio de “gozações” por parte de alguns mais conservadores. Porque sei que eles não vão ler esta crónica….ou se calhar vão!! Se calhar não são assim tão conservadores....

 

Surgiu em conversa com uma amiga que me perguntou “porque é que não escreves sobre a depilação? É um tema feminino e escrito por um homem tem outra visão”… porque não? pensei eu.

 

Não que a nossa visão não seja conhecida mas talvez não seja normal um homem falar de algo tão comum na nossa sociedade mas que é peça fulcral para uma mulher se sentir bem com o seu corpo e sentir que o seu companheiro, marido, namorado, amante gosta!

 

As mulheres fazem-no porque ficam definitivamente mais bonitas, não me peçam para gostar de pêlos nas mulheres porque de facto não é estético! Debaixo dos braços só tenho a dizer uma coisa: BLHEAC!

Será que consegui transmitir o significado desta palavra?!

 

Que me perdoem as mais naturalistas mas para mim não! Definitivamente não!

 

E falo neste tema sem tabus porque de vez em quando também eu faço! Sim já depilei as pernas e a minha “desculpa” é a seguinte:

Ando de bicicleta todos os dias! Casa-trabalho-hora de almoço-trabalho-casa..E como todos os ciclistas o fazem, para as massagens, para ter menos resistência ao ar, decidi experimentar….

 

E caramba!! É mesmo muito confortável! Para a roupa, para as massagens, para fazermos o melhor tempo, para nos sentirmos melhores?! Porque não?  Quanto a mim voltarei a fazê-lo, até porque a minha mulher gosta!

 

E você? O seu companheiro, namorado ou marido gosta? E gosta(ria) de o ver depilado?

 

Deixemo-nos de tabus e falemos sobre tudo o que as mulheres gostam!


Lisboa, 25 de Agosto de 2014


 

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

O AMOR ACONTECE E É.....

Para esta crónica inspirei-me em várias histórias:

 

No filme “Love Actually” ou em português “O Amor Acontece”, um dos meus filmes preferidos de sempre. Várias histórias de amor que acontecem, que vão acontecendo....Simplesmente não me canso de o ver!

 

No famoso livro do Miguel Esteves Cardoso (ou MEC como lhe chamamos), “O “AMOR É FODIDO.” com um nome pouco comum e, para quem não conhece basta pesquisar no Google e facilmente encontrará. Já o li há muitos anos, não me lembro de tudo o que ele escreveu. Mas marcou-me! O nome marcou-me! Porque é a realidade! O amor é realmente FODIDO!! Isso mesmo! Porque é difícil! Porque requer de nós energia, tempo, paixão, compaixão, saudade....

 

E na minha história pessoal...Igual a tantas outras mas sempre disse que um dia iria escrever um livro...O título seria “A MINHA VIDA DAVA UM LIVRO!”. Nome fácil e demasiado óbvio mas que dava eu sinto que dava. E quem sabe um dia possa escrever...

 

Aqui deixo-vos um pouco da minha história: 

Sempre vivi relacionamentos longos. O primeiro grande amor durou 6 anos e meio certinhos! Acabou quando senti que não conseguir dar tudo de mim, a energia, tempo, paixão, compaixão e já não sentia aquela saudade quando estamos longe de quem amamos.

 

Terminei esse longo relacionamento e comecei outro de 4 anos e alguns meses, com alguns “interregnos” pelo meio...Neste “amor” voltei a dar tudo de mim!

Tudo! Talvez demais! Se é que isso existe no amor...

 

No dia em que o amor do outro lado acabou, fiquei sem chão, achei que não teria forças para voltar à tona, que jamais seria capaz de amar novamente. 

Vivi alguns meses com relacionamentos fugazes em que a minha sinceridade por vezes magoava. “Não estou pronto para um relacionamento sério!” dizia eu...

 

Até ao dia....”O DIA!”

 

O dia em que o amor aconteceu!

O dia em que senti que estava pronto! Para tudo! Mesmo nem sabendo o que é tudo num relacionamento sério e de família a 2, muito menos a 5 (Que é o onde me encontro neste momento: mulher, 2 filhos rapazes e uma filhota)

 

Já nos conhecíamos dos tempos da faculdade! Não foi amor à primeira vista, uma vez que tanto eu com ela estávamos nos nossos relacionamentos de longa duração...Mas fez faísca! E foi assim que passei a chamar-lhe! “Faísca”..

 

8 anos e umas quantas relações falhadas voltei a cruzar o olhar com a minha Faísca....desta vez estávamos livres!! Tão livres que o amor não nos deu qualquer hipótese de pensar duas vezes! Simplesmente aconteceu!! E continua a acontecer todos os dias! E é também f..... isso mesmo! F.....

O Miguel Esteve Cardoso tinha razão!

 

E tal como nos outros relacionamentos continuo a dar tudo de mim. Porque, tal como no filme, quero que o Amor aconteça!


Lisboa, 20 de Agosto de 2014

quinta-feira, 14 de agosto de 2014

O MEU FILHO É MELHOR QUE O TEU!

E é! E são! Pelo menos para nós! Porque queremos e sonhamos que assim sejam!!

 

Quem não é pai/mãe ainda não tem estes pensamentos mas assim que chega o “nosso” tudo muda!

 

(Para facilitar a leitura sempre que lerem “nossos” são os nossos filhos, e os “outros” são os filhos dos outros.)

 

É inevitável esta comparação!

 

Quantas vezes não damos por nós a olhar para os filhos/as dos nossos amigos e comparar com os nossos rebentos?

 

Quantas vezes elogiamos os “outros” e desejar que os “nossos” sejam tão bons ou melhores? Ou melhor, pensar “o meu filho é mais bonito, rápido, salta mais alto, é mais inteligente!”

 

Ficar irritado ao ver um(a) menino/a com a mesma idade e ir para casa a correr e pensar numa forma de acelerar um processo do desenvolvimento que, por alguma razão, não está ao mesmo nível daquele/a menino/a. Esquecendo por completo que há de certeza outros processos que estará mais à frente.

 

É errado eu sei mas somos assim mesmo. Cheios de erros e virtudes e cabe a cada um de nós conseguir, de uma forma saudável, que os nossos filhos sejam iguais ou melhores (de preferência melhores) que os próprios pais e mais ainda dos “outros”

 

Não conseguimos evitar, a competição faz parte do ser humano e quando é a nossa descendência que falamos, eles têm de ser (aqui uso a expressão da minha mulher) “os melhores bonecos da bola!”

 

As mães, com o seu lado protetor eterno são as que mais vivem com este “chip”. Analisando sempre os “outros” e comparando com os “nossos”. Está nos seus genes.

 

E o meu sogro diz e com razão: “Estamos neste planeta exclusivamente para perpetuar as espécie, espalhar os nossos “genes”. Vivendo e aproveitando a vida o melhor que podemos”. Genes estes que acreditamos que são os melhores. Queremos que sejam os melhores! 

 

Vivi com a frase brincalhona do “meu pai é melhor que o teu!” e isso também não foge da realidade. Os “nossos” têm de ser melhor que o dos outros! (salvo seja). E o meu pai é (pelo menos para mim) melhor que o vosso!

 

E para mim os “nossos” serão sempre melhores que os “outros!”

 

Nota: Foi a minha linda mulher, mãe dos meus lindos filhos que me sugeriu escrever sobre este tema....

Ela é de facto linda e os meus filhos são de facto lindos!


Algarve, 14 de Agosto de 2014

quarta-feira, 6 de agosto de 2014

Fomos de férias!!

Fomos de férias...

Com tudo o que isso implica, seja acampar, casa de férias, casa alugada...

E o “isso” implica uma logística inicial tremenda! Não pode faltar nada do que é essencial:

Roupa

Brinquedos

Material de praia – para quem tem filhos sabe do que estou a falar..

Comida

Fraldas

Toalhetes

Cremes

Shampô

E muitas coisas mais...

E quem faz isso lá em casa normalmente é a Mãe! Essa trabalhadora incansável que quer acima de tudo que as férias corram na perfeição!

E essa preparação inicial é essencial para um arranque perfeito.

O pai tem normalmente a função de fazer o “tetris” no carro para que a viagem seja o mais confortável possível.

O meu arranque foi assim...prepara, compra, “enfia” tudo no carro, aliás nos 2 carros, tal é a quantidade de “material de férias” que trazemos, bem menos que no ano passado quando fomos acampar e até frigorifico levámos para o campismo.....O conforto foi total! Graças à Mãe.

E as minhas memórias de infância são semelhantes, carro bem mais pequeno, cheio de material, mas essencialmente cheio de alegria, ansiedade por começar as tão desejadas férias.

Com 3 filhos essa alegria multiplica-se e desdobra-se em semanas e semanas a ouvi “falta quanto tempo para irmos para o Algarve?”, “nunca mais vamos para o Algarve?”. 

Chega finalmente o dia! O tão ansiado dia! Que parece curto para conseguir fazer tudo e arrancar finalmente. Algum stress normal e aí vamos nós!!

Paragem no Mcdonalds para um jantar rápido e uma viagem tranquila...Os meus filhos adormecem instantaneamente! Digo-lhes sempre “fechem os olhos que quando acordarem estão no Algarve!”

É quase como uma viagem no tempo em que 2 horas e meia se “transformam” em 5 minutos.

Chegamos

Desfazemos o tetris

Colocamos os miúdos na cama

Descansamos......Apenas por algumas horas e não minutos...Aqui não há máquina do tempo.....A alvorada dos pequenos é como pequenas agulhas que nos espetam no corpo...

eu demoro algum tempo até começar a activar. A mãe, incansável, já está de pé a preparar o dia. Não consigo ficar mais tempo sem ajudar...Vamos a isso!

 

Toca a acordar que as férias já chegaram!!

 

Boas férias para todos!!


Algarve, 6 de Agosto de 2014